Dos 23 feridos do acidente com o camião das Forças Armadas em Serra Malagueta estão neste momento internados no Hospital Agostinho Neto, na Praia, seis militares em situação clínica estável, segundo disse o Comandante da Guarda Nacional.

Casimiro Tavares falava em conferência de imprensa para reagir às “declarações irresponsáveis” do Comandante dos Bombeiros Municipais da Praia, Carlos Teixeira, quem afirmou que o acidente que causou a morte de oito militares teve como um dos motivos principais o “cansaço e a fome”, descartando a falha mecânica como um dos factores.

“Em relação às causas do acidente, as Forças Armadas reiteram, mais uma vez, que as investigações estão em curso e que serão efectuadas todas as diligências e perícias necessárias ao cabal esclarecimento dos factos (…) sendo prematuro avançar qualquer causa para o mesmo”, disse.

Segundo defendeu, não se deve basear em “conjeturas”, mas sim em factos que permitam conclusões concretas, depois de analisadas os factores determinantes num acidente, nomeadamente o factor humano, material e ambiental.

“As conclusões dos diversos processos em curso, nomeadamente de inquérito, averiguação e administrativos trarão luz ao ocorrido e desta sairão as recomendações e medidas corretivas, caso necessário, para que acidentes causados pelo mesmo factor não voltem a ocorrer”, completou.

Foram oito o número de militares mortos na sequência do acidente que aconteceu na tarde de sábado, 02, na estrada de Guindon, envolvendo um camião da instituição castrense que transportava reforços para ajudar no combate ao incêndio em Serra Malagueta.

Segundo informações passadas por fontes militares, três são de São Vicente (sendo um com familiares a residir na ilha do Sal), três de Santo Antão e dois da ilha de Santiago.

O País cumpre hoje o segundo dia de luto nacional decretado pelo Governo em memória aos militares e a um técnico do Ministério da Agricultura e Ambiente que também morreu durante o combate a incêndio florestal na Serra Malagueta.

Por: Inforpress