Cabo Verde desce no Índice de Liberdade Económica 2017

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Todos os países de língua portuguesa pioraram no Índice de Liberdade Económica 2017, à excepção da Guiné-Bissau que subiu 26 posições. Cabo Verde apesar de ter descido 59 lugares, entre os países de língua portuguesa, Cabo Verde continua à frente de todos, menos de Portugal.

Foram analisadas 180 economias e dos países lusófonos esta é a hierarquia: Portugal (77.º lugar), Cabo Verde (116.º), Guiné-Bissau (119.º), São Tomé e Príncipe (124.º), Brasil (140.º), Moçambique (158.º), Angola (165.º) e Timor-Leste (173.º).

O Índice de Liberdade Económica distribui os países por cinco secções: “livres” (80 a 100 pontos), “quase livres” (70 a 79,9), “moderadamente livres” (60 a 69,9), “maioritariamente não livres” (50 a 59,9) e “reprimidos” (40 a 49,9).

Cabo Verde está classificada como “maioritariamente não livre” — com 56,9 pontos ou menos 9,6 do que em 2016 –, foi o país da lusofonia que registou a maior queda no Índice de Liberdade Económica, ao passar da 57.ª posição para a 116.ª da classificação.

“Cabo Verde beneficiou da manutenção da moderada estabilidade monetária e de uma relativamente elevada abertura de mercado que facilitou as trocas comerciais e investimento” externo, aponta o relatório, que também observa os benefícios para a economia de “um quadro jurídico sólido e transparente”.

No entanto, “os pontos fortes institucionais de Cabo Verde, incluindo a independência judicial e transparência do Governo, não são acompanhados por um compromisso para uma boa gestão das finanças públicas”.

“Com a dívida pública a atingir um nível igual ou superior a 100% do PIB, a redução do défice crónico precisa de ser a prioridade”, acrescenta.

O índice de Liberdade Económica de 2017 coloca nas primeiras posições Hong Kong, Singapura e Nova Zelândia, à semelhança do ano passado.

Para efeitos do estudo — que contemplou 186 economias, mas excluiu seis países do ‘ranking’ por falta de dados — são analisadas dez variáveis englobadas em quatro grupos: Estado de Direito, dimensão do Governo, eficiência ao nível da regulação e criação de novos negócios.

Fonte: Lusa