Cabo Verde e as Nações Unidas assinaram um acordo de trabalho que irá apoiar o país em matéria de direitos e saúde sexual e reprodutiva

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Cabo Verde e as Nações Unidas assinaram um plano anual de trabalho, orçado em 430 mil euros, que irá apoiar o país em matéria de direitos e saúde sexual e reprodutiva, saúde da criança e dos adolescentes.

O plano foi assinado, na cidade da Praia, pelo ministro da Saúde cabo-verdiano, Arlindo do Rosário, e a coordenadora residente da ONU em Cabo Verde, Ulrika Richardson, em representação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Fundo das Nações Unidas de População (Fnuap), que disponibilizam 530 mil dólares (430 mil euros) ao país.

O plano anual de trabalho entre Cabo Verde e as duas agências vai priorizar a saúde das crianças, dos adolescentes e da mulher, com ações ao nível da vacinação, nutrição, saúde sexual e reprodutiva e eliminação da transmissão vertical do VIH-Sida de mãe para filho.

Ulrika Richardson disse que o plano é uma continuação da cooperação entre Cabo Verde e as duas agências da ONU, mas que responde a “desafios atuais” do país, que considerou teve «grandes avanços” na saúde nos últimos anos.

O plano dá seguimento às ações definidas no Quadro das Nações Unidas de Assistência ao Desenvolvimento (UNDAF) e foi elaborado de forma a estar alinhado com o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS) de Cabo Verde e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O ministro Arlindo do Rosário disse que o plano vai abranger «todo o ciclo de vida» e também apoiar no reforço institucional do Ministério da Saúde e da Segurança Social de Cabo Verde.

«Não se trata de um donativo, mas sim de um apoio que sai de uma planificação estratégica, enquadrada num plano maior, que é o programa de governação, e os ODS», referiu.

O ministro disse que o objetivo de Cabo Verde é atingir uma cobertura universal de saúde, que irá implicar “um esforço” não só do Ministério, mas de outros setores e parceiros, nacionais e internacionais.

«Para se atingir esse objetivo, será um trabalho para fazer com que a saúde esteja em todas as políticas, na educação, ambiente, na segurança, em todas as vertentes e todos os setores», apontou.

O governante salientou que o plano espelha a «colaboração e o apoio estratégico» para o desenvolvimento, não só a nível institucional, mas também de complementaridade na implementação de programas nas áreas de saúde infantil, da adolescência e da mulher.

Na área de saúde da mulher, Arlindo do Rosário destacou a questão a despistagem do cancro colo uterino, considerando ser importante que o programa continue a ganhar força e ser alargado a todo o país.

«As doenças oncológicas constituem um peso cada vez maior, mais crescente a nível de mobilidade e da mortalidade, mas também a nível económico, social, motivando a maior parte das evacuações», disse o ministro, destacando, por isso, a importância de se trabalhar preventivamente, com despistagem precoce.

Por: Lusa