Cabo Verde registou em 2016 quatro novos casos de lepra, entretanto a doença não constitui perigo para saúde pública

809

Cabo Verde registou em 2016 quatro novos casos de lepra, doença de declaração obrigatória e que, segundo o especialista Jorge Barreto, já não constitui um problema de saúde pública neste país há mais de duas décadas.

O coordenador nacional do Programa de Luta contra as Doenças de Transmissão Sexual, Tuberculose e Lepra, que fez estas considerações, em declarações à Inforpress no âmbito do Dia Mundial dos Leprosos, assinalado a cada último domingo de Janeiro, adiantou que, apesar da erradicação da doença, é preciso que “não se baixe a guarda”.

Neste âmbito, apelou os profissionais de saúde, médicos e enfermeiros, a estarem atentos na identificação de pessoas que podem ter lepra, apresentando lesões de pele ou outras manifestações da doença.

“Há mais de 25 anos, que a doença está controlada ou erradicada, segundo os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS). No país, o tratamento para este tipo de doença é gratuito e todos têm a possibilidade de o fazer sem problema nenhum”, explicou.

Em 2015, Cabo Verde tinha registado nove novos casos, todos em adolescentes, mas com familiares com histórico da doença, sendo a maioria do concelho da Praia, e nas ilhas da Boa Vista e de Santo Antão.

E porque ainda, existem países onde a lepra ainda é um problema, Jorge Barreto alerta as pessoas a terem cuidado e a se prevenirem, pois, a doença é de fácil transmissão por via área, e aconselha a todos a terem em conta os sintomas que pode ser como aparecimento de manchas na pele.

A origem da lepra confunde-se com a história da humanidade. Das doenças conhecidas, é uma das mais antigas e mais terríveis, de acordo com os especialistas.

Fonte: Inforpress