Um homem aproximou-se este sábado do carro do candidato francês de direita radical Éric Zemmour e partiu-lhe um ovo na cabeça. Zemmour luta com Le Pen por um lugar na 2ª volta das presidenciais.

O candidato francês de direita radical Éric Zemmour foi atacado este fim-de-semana com um ovo, à chegada a Moissac, no sul de França, onde se deslocou para uma ação de campanha.

Um vídeo publicado pela agência de notícias francesa France-Presse mostra que um homem aproximou-se de Éric Zemmour quando este saía do seu carro e partiu um ovo na cabeça do candidato francês. Outros meios divulgaram também o vídeo, através das redes sociais:

O homem que agrediu deste modo o candidato presidencial francês, no passado sábado, seria o pai de uma criança autista. Terá ficado revoltado com declarações de Zemmour, que sugeriu que as crianças com deficiência deveriam ser colocadas em “escolas especiais” — sendo separadas dos alunos sem necessidades especiais —, refere o jornal britânico The Times.

O candidato presidencial francês não terá ficado ferido na sequência do incidente, também de acordo com o jornal britânico. O homem que o agrediu (que o The Times refere ser um agricultor reformado, com 70 anos) foi imediatamente imobilizado pelos seguranças de Zemmour, que o mantiveram preso até à chegada da polícia ao local.

Zemmour reagiu ao incidente afirmando (citado pelo jornal El Español): “Vemos de que lado está a violência. Há pessoas que não suportam o debate democrático”.

As presidenciais francesas estão agendadas para o próximo mês de abril, mais exatamente para o dia 10 de abril (a primeira volta). O atual presidente, Emmanuel Macron, tem subido nas sondagens, na sequência das suas intervenções em reação à guerra na Ucrânia. Já Éric Zemmour e Marine Le Pen disputam entre si, de acordo com as sondagens, um lugar na segunda volta das presidenciais francesas, apontadas para 24 de abril.

Também ainda com possibilidades matemáticas de enfrentar Macron na segunda volta, mas atrás nas sondagens, surgem Valérie Pécresse (candidata do Partido Republicano, de centro-direita) e Jean-Luc Mélenchon (esquerda radical).

Por: Observador