O número de casos de paludismo em Cabo Verde subiu para 201 até domingo, segundo os dados mais recentes, com a situação na cidade da Praia a ser considerada pelas autoridades de saúde como uma epidemia.
Segundo o mais recente boletim do Serviço de Vigilância Integrada e Resposta a Epidemias (SVIRE), até 10 de Setembro registaram-se em Cabo Verde 201 casos de malária, 189 dos quais locais e 12 importados.
A situação da cidade da Praia, na ilha de Santiago, com 193 casos (189 locais), está a ser tratada como uma epidemia pelas autoridades.
São Vicente (6 e um morto), Sal (1) e Santo Antão, (1) são outras ilhas onde foram registados casos de paludismo.
Os dados do boletim revelam que durante a semana de 04 a 10 de Setembro foram registados 34 novos casos da doença, abaixo dos 53 registados na semana anterior, mas acima dos 32 registados na penúltima semana de Agosto.
Durante a semana que terminou no domingo, foram registados em média quase cinco casos diários, sendo que só no domingo foram diagnosticados 10 casos.
O maior número de casos desde o início do ano ocorreu na semana de 28 de Agosto a 03 de Setembro, com 53 casos notificados.
Cabo Verde regista este ano um número recorde de casos de malária, já que o maior número até agora registado desde 1991 tinha sido de 140 casos, em 2000.
Em Janeiro, Cabo Verde foi distinguido pela Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA) com o prémio Excelência 2017, pelos resultados alcançados no combate à doença.
A OMS estima que o país tenha reduzido a sua taxa de incidência e de mortalidade associada à malária em mais de 40% no período decorrente e prevê também que tenha capacidade de eliminar a transmissão regional até 2020.
Fonte: Lusa






