A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deu mais três meses ao presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, para por cobro ao impasse que dura no país há cerca de dois anos.

A organização regional optou este domingo em Monróvia por não adoptar sanções contra nenhum dos actores envolvidos. O presidente da Comissão da CEDEAO, Marcel Alain de Souza, admitiu que a situação na Guiné-Bissau, no Mali, no norte da Nigéria, no Niger, no Burkina Faso e os recentes acontecimentos na Costa do Marfim apelavam a que se redobre de vigilância.
Este responsável lançou um “apelo urgente e solene” a todos os protagonistas da crise política guineense para se comprometerem na implementação dos acordos de Conacri, concluídos em Outubro no âmbito de uma mediação da CEDEAO.
O acordo em causa previa a escolha de um primeiro-ministro consensual que deveria manter-se em funções até as eleições legislativas de 2018.
A nomeação pelo presidente José Mário Vaz de Umaro Cissoko Embaló para o cargo tem sido denunciada por múltiplos actores políticos guineenses que instaram a que a CEDEAO adoptasse uma posição firme nesta matéria.
A CEDEAO pronunciou-se a favor de um acordo de princípio para a adesão de Marrocos à organização, Rabat que voltou recentemente à União Africana.
O rei marroquino que foi convidado a participar na próxima cimeira da organização, Mohamed VI recusara deslocar-se a Monróvia por o primeiro-ministro israelita participar nos trabalhos da CEDEAO.
A organização que aprovou o pedido da Tunísia para ser membro observador da mesma.
A presença de Benjamin Nethanyahu permitiu a normalização de relações entre Tel Aviv e Dacar após uma crise provocada pela votação na ONU contra colonatos nos territórios palestinianos.
O presidente do Togo, Faure Gnassingbé, foi eleito para dirigir a organização regional sucedendo assim à presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf.
Fonte: RFI





