Ao contrário do que sucede com a maioria dos coronavírus de inverno, que habitualmente afetam os países europeus, o sars-CoV-2, responsável pela atual pandemia, não perde letalidade nem capacidade infeciosa com o aumento da temperatura ou das condições de humidade.
“Não há provas até agora de que o sars-CoV-2 poderá mostrar uma sazonalidade de inverno, tal como outros coronavírus humanos no hemisfério norte”, referiu a organização num relatório publicado esta quarta-feira e referindo-se ao vírus que causa a covid-19.
O documento cita análises preliminares do surto chinês, que permitiram concluir que o vírus mantem níveis altos de reprodução em zonas tropicais com elevada humidade, como Guangxi e Singapura.
Qualquer esperança de que o verão pudesse significar um abrandamento da pandemia parece assim morta à partida.Os dados “dão enfase à importância de implementar medidas de intervenção como isolamento e indivíduos infetados, distância no local de trabalho e encerramento de escolas”, referiu a agência.
O Centro europeu citou ainda dados de estudos científicos, de acordo com os quais, o virus pode sobreviver até três horas no ar, até quatro horas em cobre, até 24 horas em cartão e dois a três dias em plásticos e aço inoxidável, apesar de perder força de forma significativa.
Por: RTP






