Os 21 Bancos Alimentares do país têm registado, nos últimos meses, um aumento dos pedidos de apoio. A subida do preço dos combustíveis – que faz crescer, também, o preço dos alimentos – e o peso do custo da habitação, estão a pressionar os orçamentos familiares. Por causa disso, há cada vez mais gente a precisar de ajuda para comer.
No Banco Alimentar Contra a Fome, em Lisboa, há azáfama diária. Daqui saem, todos os dias, 40 toneladas de comida – alimentos que as instituições parceiras distribuem, depois, por quem precisa. Há de quase tudo para fazer uma refeição completa. Hoje há até pastéis de nata.
Os pedidos chegam também à DECO. Natália Nunes, do gabinete de proteção financeira da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, faz o retrato aos rendimentos de quem pede ajuda: a média está nos 1300 euros, mas há quem ganhe ainda menos. Para esses é mais difícil lidar com os aumentos no supermercado. “Com esta subida, as famílias acabam por estar – estas dos baixos rendimentos – num verdadeiro sufoco. Já temos famílias a darem-nos o testemunho de que têm de fazer opções na compra dos alimentos”, sublinha. Por causa disso, a DECO encaminha muitos desses casos para a rede social de apoio.
Fonte: RTP






