A criminalidade diminuiu 3,3% em Cabo Verde em 2016, com menos 854 ocorrências em comparação com o ano anterior, 2015, mas houve mais 16 homicídios inflacionados pelo caso Monte Tchota, segundo dados da Polícia Nacional.
Os dados foram avançados hoje pelo director da Polícia Nacional de Cabo Verde, Emanuel Estaline Moreno, na abertura do XI Conselho de Comandos da polícia cabo-verdiana, que acontece durante os próximos dois dias no concelho de Santa Cruz, interior da ilha de Santiago.
Em relação aos comandos regionais, Estaline Moreno avançou que houve diminuição de crimes nos de Santo Antão (-15%), Santa Catarina de Santiago (-11%), Fogo (-4,6%) e Sal (-4,4%).
Em sentido contrário, registou-se um aumento de ocorrências criminais nos dois maiores centros urbanos e comandos do país, com 0,9% em São Vicente e 0,1% na Praia.
Em comparação com o período homólogo, o director da PN indicou que o crime de roubo teve 5.427 ocorrências (-0,8%), seguido do furto com 4.445 (+8%), ofensas corporais com 3.804 (-9,5%) e violência baseada no género com 3.095 casos (+2,7%).
No mesmo período, a Polícia Nacional registou 62 homicídios no arquipélago, contra 42 no ano anterior, um aumento de 34%.
Emanuel Estaline Moreno salientou que o caso Monte Tchota, onde 11 pessoas – oito militares e três civis – foram assassinadas às mãos de outros militar, provocou um «aumento exponencial» do número de homicídios registados no ano passado.
O responsável policial disse que a diminuição da criminalidade geral demonstra que a entidade que dirige está a conseguir estancar a tendência crescente do nível de crimes nos últimos anos, com uma «nova abordagem» e apoio de outras instituições ligadas à segurança.
«Estamos a conjugar esforços para travar o aumento da criminalidade. Mas isso não depende só da polícia. Teremos de envolver a sociedade civil, que terá de contribuir também para a segurança», apelou.
Estaline Moreno perspectivou «melhores resultados» para o ano em curso, com mais esforços, melhores formações e mais equipamentos afectos à Polícia Nacional.
Indicando que o propósito do Governo era conter a criminalidade, o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, disse que a diminuição é «excelente», mas afirmou que ainda se pode baixar os números «consideravelmente».
Fonte: Lusa






