Empregados de limpeza fazem as refeições em cima das campas em São Vicente

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Ultimamente as campas do cemitério de São Vicente tem vindo a servir de ‘mesas e cadeiras’ para refeições que dos funcionarios de limpeza.

A denuncia foi feita pelo Noticias do Norte que diz que os funcionarios garantiram que desconhecem a existência de um espaço apropriado para as refeições. Enquanto que o responsável pelo local assegura que existe um lugar para os funcionários comerem, porém, eles não fazem uso porque não querem.

Os funcionarios contaram ao Noticias do Norte que fazem a pausa para comer em cima das campas, porque desconhecem da existência de um refeitório ou espaço para realizarem as refeições. Duas das funcionárias afirmam que “estamos neste trabalho há 6 meses e nunca fomos informadas desse espaço”. Os mesmos pedem para que o chefe lhes mostre o espaço para que possam fazer uso do mesmo futuramente.

O responsável do espaço defende que o espaço é da Câmara Municipal de São Vicente (CMSV) e que não tinha autorização para mostrar o “refeitório”. O mesmo adianta que não é um refeitório, mas sim um local onde os empregados podem fazer um lanche durante a pausa de trabalho porque o horário laboral é das 08h00 às 12h30 no período da manhã e das 14h30 às 18h00 no período da tarde, logo, o horário da refeição não é durante o expediente de trabalho. Mais alega que os empregados de limpeza não fazem uso do espaço porque não querem.

Para além da falta de um espaço adequado para fazerem o “lanche”, os empregados de limpeza garantem que a casa de banho também não tem condições. Os funcionários entrevistados contam que para além da falta de condições laborais, “trabalhamos sob a ameaça constante do responsável Quirino e pretendemos dirigir-nos à CMSV para expor a nossa situação”. O responsável refuta as acusações dos empregados de limpeza e de alguns coveiros e afirma que a CMSV já tem conhecimento, mas alega que as pessoas não querem cumprir regras e ordens para que o trabalho seja feito.

O Noticias do Norte tentou contactar o vereador Anildo Fortes, responsável por essa área, mas ainda não foi possível, pois encontra-se fora de Cabo Verde.