Funcionários da Assembleia Nacional realizaram manifestação silenciosa e vestidos de preto

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Os funcionários da Assembleia Nacional (AN) vestiram-se ontem de preto durante a sessão parlamentar numa manifestação silenciosa contra o orçamento privativo da AN, que dizem não atende às suas reivindicações, e contra o tratamento que têm recebido da administração.

De acordo com uma nota assinada pelo representante dos funcionários da AN, José Luís dos Santos, esta decisão saiu da assembleia-geral dos funcionários da Assembleia realizada no dia 06 de Dezembro.

Depois dessa reunião, os funcionários acordaram manifestar o seu desagrado pela forma como a administração vem tratando os seus representantes no conselho de administração e protestar contra a decisão da administração em não disponibilizar um espaço próprio para o representante dos funcionários.

O grupo também se diz descontente com a proposta do orçamento privativo da Assembleia Nacional para o ano económico de 2019, uma vez que “não contempla o aumento salarial para os funcionários, designadamente os 3,5% que vem sendo renegados desde 2012 e os 2,2%, já anunciados pelo Governo para os funcionários da Administração Pública”.

Para além disso, os funcionários manifestam o desacordo em relação à proposta de orçamento privativo por não contemplar novos recrutamentos há muito solicitados, designadamente pela Direcção dos Serviços Parlamentares.

Conforme os mesmos, esta situação vem sobrecarregando os funcionários e afectando a capacidade de resposta das respectivas divisões. Acrescentam ainda que o orçamento não contempla a resolução de vários pedidos de reclassificação dos funcionários que aguardam resposta desde há muito.

Por causa disso, os funcionários decidiram não vestir a camisola da Assembleia Nacional às sextas-feiras e não participar das suas actividades sociais, “enquanto perdurar a situação de desagrado criado pela administração”.

Mas vão vestir-se de preto até 14 de Dezembro (nos dias em que decorre a sessão parlamentar) para marcar o descontentamento face a este orçamento que, dizem, “não atende às suas reivindicações”.

Por: Inforpress