Foi descoberto que dois funcionarios da Câmara Municipal da Praia (CMP) andavam a falsificar licenças de táxi, o que terá lesado a autarquia em 30 milhões de escudos.
Segundo avançou o A Semana, dois funcionarios da autarquia foram suspensos das funções na sequência de um processo disciplinar a que lhes foram instaurados. Para além disso, a autarquia já mandou, juntamente com a Direcção dos Serviços dos Transportes Rodoviários e a Polícia de Trânsito, cancelar e aprender 30 táxis que, alegadamente, operam na capital com base nas licenças ilegais emitidas pelos suspeitos referidos.
O esquema funcionava da seguinte forma, segundo avança o jornal, os clientes entregavam alguma quantia em dinheiro, directamente aos supostos falsificadores, para, em troca, puderem obter documentos para a licença de táxi encomendada. Tal esquema terá lesado a Câmara um prejuízo que ronda os 30 milhões de escudos cabo-verdianos.
Por seu lado, a CMP, num comunicado de imprensa, informou que esse licenciamento está suspenso há vários anos. A CMP esta a averiguar o caso e confirma que “há indícios de cometimento de várias irregularidades nomeadamente a reactivação de licenças de táxi suspensas por deliberação da Câmara Municipal“.
A autarquia, que tem como presidente Óscar Santos, instaurou um processo disciplinar contra os trabalhadores envolvidos e suspendeu os mesmos. Também foram suspensas as licenças concedidas com irregularidades até ao término do processo de averiguações em curso e posterior tomada de decisão.
O caso esta a ser investigado pela Polícia de Investigação Criminal.
Fonte: A Semana





