Governo: “Manter a TACV nos moldes em que se encontra significaria deixar de investir em áreas essenciais para o bem-estar do povo”

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O Governo explicou a situação da Transportadora Aérea de Cabo Verde (TACV), uma companhia, segundo o governo, que há pelo menos 10 anos as dívidas da empresa com os credores vinham crescendo de forma exponencial, superior a 11 milhões de contos cabo-verdianos – ou seja, mais de 100 milhões de Euros em 2015.

“Interferências sistemáticas do Governo na gestão da empresa; decisões equivocadas das suas administrações relativamente à sua reestruturação e política comercial”, foram as razões, segundo o actual governo, que contribuíram para que a empresa chegasse a tal situação.

Depois de uma reunião do Conselho de Ministros, o governo decidiu que a TACV, enquanto empresa, permanece em operação. A partir de 01 de Agosto, a prestação de serviço público no mercado de aviação doméstico será descontinuada. A ligação aérea entre as ilhas será assegurada pela Binter Cabo Verde.

O segmento internacional da TACV também permanece e será reestruturado com a participação e gestão de um parceiro estratégico, que poderá ser convidado a assumir o risco de investir na empresa, no âmbito do quadro da privatização que vier a ser definido e aprovado pelo Governo;

O negócio de Manutenção e Engenharia (MRO) será reestruturado com a participação e gestão de um parceiro estratégico, que poderá vir a investir no âmbito do quadro da privatização que vier a ser definido e aprovado pelo Governo, envolvendo a participação dos trabalhadores;
 
Com a reestruturação e privatização da TACV, o Governo pretende que Cabo Verde venha a tornar-se um ponto estratégico de operações aéreas no Atlântico, ampliando o seu protagonismo em África e atraindo mais investimentos que trarão mais bem-estar a todo o nosso povo.
 

Manter a TACV nos moldes em que se encontra significaria, segundo o Governo, em termos comparativos, “deixar de investir em áreas essenciais para o bem-estar do nosso povo, como, por exemplo, a melhoria dos serviços de saúde, o apetrechamento das escolas e a construção de novas infraestruturas”, esclareceu.