O suposto autor do incêndio de Serra Malagueta, que foi detido, pela Polícia Nacional e depois solto, voltou hoje a provocar fogo no mesmo local onde terá cometido o crime de incêndio florestal.
A informação foi avançada hoje à imprensa pelo delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) do Tarrafal (Santiago), João Soares, após apresentar queixa na Esquadra Policial de Santa Catarina, em Assomada.
Segundo este responsável, o pior só não aconteceu porque souberam da ocorrência a tempo, lembrando que o MAA tem uma equipa ainda no terreno a fazer o levantamento dos danos provocados pelo fogo e a área ardida.
Após a apresentação da denúncia na Esquadra Policial de Santa Catarina, João Soares disse esperar que as autoridades policiais e judiciais tomem medidas contra este homem, que segundo as autoridades, “supostamente”, sofre de doença mental.
Conforme soube a Inforpress, a PN deslocou-se à Serra Malagueta na sequência da denúncia das autoridades ambientais, mas não deteve o homem por não ter mandado de prisão do Ministério Público, sendo assim o mesmo continua solto deixando a população em alerta e com medo.
O incêndio que deflagrou no sábado, 01 de Abril, na área protegida de Serra Malagueta foi dado como extinto na segunda-feira, 03, com o perímetro a continuar sob vigilância, tendo consumido uma área estimada em cerca de 200 hectares (equivalente a 200 campos de futebol).
Segundo informações da edilidade santa-catarinense e do Comando Regional de Protecção Civil e Bombeiros de Santiago Norte, as localidades de Serra Malagueta, Fundura e Figueira das Naus (Santa Catarina) e Achada Longueira (Tarrafal) foram as mais afectadas pelo incêndio.
Foram oito o número de militares mortos na sequência do acidente que aconteceu na tarde de domingo, 02, na estrada de Guindon, envolvendo um camião das Forças Armadas que transportava reforços para ajudar no combate ao incêndio na Serra Malagueta.
Além dos oito militares, um técnico do MAA também morreu durante o combate a incêndio florestal.
Por: Inforpress





