Jorge Carlos Fonseca: «Crescimento de 7% dificilmente será atingível no prazo deste mandato»

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«Cabo Verde terá que acelerar e correr muito para alcançar a meta de 7% de crescimento económico», considerou, esta quinta-feira, o Presidente da República cabo-verdiano, classificando a meta como «muito optimista, mas dificilmente atingível no mandato do actual governo».

«Se estamos em 3,8% (2016) e vamos para 5,5% (estimativa do governo para 2018), para chegarmos aos 7% em 2021 é preciso correr muito, acelerar muito, trabalhar muito e é, sobretudo, preciso mais rigor, mais disciplina. Sem rigor, não chegamos lá», disse Jorge Carlos Fonseca.

O chefe de Estado cabo-verdiano falava, na cidade da Praia, durante um encontro com jornalistas, para marcar o primeiro ano do seu segundo mandato presidencial.

O atual executivo estabeleceu, ainda em campanha eleitoral, como meta para o crescimento económico do país, 7% em média anual, tendo, entretanto, apontado a meta para o final do mandato em 2021, contrariado as previsões das instituições internacionais (FMI e BM) que estimam um crescimento a rondar os 4%.

Jorge Carlos Fonseca disse ver as previsões do executivo como «muito otimistas, mas não facilmente atingíveis no prazo deste mandato».

«É positivo que o país tenha passado de uma taxa de crescimento de 1% para 3,8% (2016) ou possa vir para os 5,5% em 2018. Seria ótimo se chegasse aos 7%. Não sou economista, mas parece-me que é um pouco mais difícil atingir essa meta do que se terá pensado na altura em que o Governo começou a funcionar», disse.

«Vai exigir um `upgrade` da capacidade de crescimento da economia do país muito forte, sólido e acelerado para se atingir essa meta. Estou cá para ver», reforçou.

Jorge Carlos Fonseca tomou posse a 20 de outubro de 2016 para segundo mandato, tendo sido reeleito com o apoio do partido do Governo, o Movimento para a Democracia.

Fonte: Lusa