Depois de muita especulação eis que a noticia oficial chegou: Lúcio Antunes vai deixar de ser treinador de Cabo Verde sete anos depois.
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Lúcio Antunes é o novo treinador do Progresso Associação do Sambizanga onde assinou por uma época com mais uma de opção. A cerimonia e a apresentação do treinador aconteceu ontem no Hotel Skina, e foi presidida pelo presidente do clube Paixão Júnior. Lúcio substitui o ex treinador David Dias e tem como objectivo colocar o clube entre os cinco primeiros lugares e conquistar a Taça de Angola.
“Vamos dar e procurar sempre criar as condições necessárias para a equipa técnica trabalhar sem grandes sobressaltos”, disse o presidente. Em relação a Lúcio Antunes este disse que irá trabalhar com o que o clube disponibilizar mas que ao longo do tempo irá mudar as coisas. Sobre plantel ele afirmou que durante 10 dias irá analisar o plantel de 32 jogadores e que irá ficar apenas com 24.
Lúcio Antunes de 47 anos é o terceiro cabo-verdiano a treinar em Angola depois de Du Fialho nos anos 70 e Carlos Alhinho nos anos 90.
Numa entrevista ao Jornal A Bola, o treinador falou sobre o seu fim como treinador da selecção de Cabo Verde.
– O Progresso do Sambizanga é u m clube que tem a sua história. Daí a pergunta: os adeptos podem esperar de si o quê?
– Muito trabalho e dedicação, uma pessoa que se vai dedicar de corpo e alma ao clube. Vamos trabalhar para devolver a mística do clube conquistada no passado e procurar no final de cada jogo proporcionar alegria aos seus adeptos. Vamos trabalhar para dar maior dignidade ao clube ao nível nacional e internacional.
– Porque aceitou o convite do Progresso se tinha outras propostas?
– Foi o que mais me convenceu, aliámos a isso o desejo de outras conquistas, quero ganhar títulos, taças e senti que aqui havia condições de poder sonhar com isso. Além disso, é um novo desafio, projecto novo e dá-me grande prazer trabalhar num país irmão como Angola. O primeiro encontro com o presidente foi agradável e depois que comecei a perceber aquilo que tem e pode dar, não hesitei em aceitar. Espero que possamos fazer aqui coisas boas de que nos orgulhemos todos no futuro.
– As condições colocadas à disposição deixam-no satisfeito?
– Queremos sempre mais, mas o que encontramos dá-nos base para desenvolver o nosso trabalho. Aliás, a direcção deu-nos luz verde para podermos opinar e solicitar o que pretendemos para desenvolver o nosso trabalho.
– Chega ao futebol angolano e certamente tem conhecimento da sua realidade. Concretamente o quê?
– Estava na federação cabo-verdiana há cerca de três anos e defrontámos pelo menos quatro vezes Angola. É verdade que agora se trata de um clube, mas no estudo que fazíamos dos nossos adversários estudávamos também Angola e conhecemos os seus jogadores e partindo do princípio de que na selecção estão os melhores, então temos uma ideia. Além disso, temos aqui o Bubista, que jogou muitos anos aqui e foi inclusive campeão no ASA, e os outros dois adjuntos.
– Com este contrato como fica o compromisso com a selecção cabo-verdiana?
– Lamento, mas ela vai terminar sete anos depois. Na vida há coisas que são assim. No dia 30 de Dezembro, o jogo na Catalunha com a selecção dos melhores do mundo com Iniesta, Xavi, Busquets ou Valdez será o meu último jogo. Depois vou dedicar-me única e exclusivamente ao Progresso.
– Como se define como treinador?
– Acima de tudo sou humano, antes das tácticas é preciso saber que trabalho com homens. Depois é obedecer a noções básicas do futebol. Temos que procurar a bola quando não a temos, guardá-la quando a tivermos, evitar sofrer golos, marcar golos e ganhar jogos. Conhecermos as funções de cada jogador de forma individual e colectiva.
– Já definiu o plantel?
– Vamos tratar isso com a direcção e vamos ver se decidimos isso nos próximos dez dias. Vamos analisar o plantel, vamos observar todos os jogadores que têm contrato com o Progresso, só depois disso vamos definir o plantel. Estão inscritos cerca de 31 jogadores mas nós queremos trabalhar com um plantel de 24.






