O ministro da Economia Marítima desfez hoje o equívoco sobre a idade do navio Chiquinho BL, da CV-Interilhas, revelando que a construção do barco se iniciou em Outubro 2018 e foi entregue a 22 de Novembro de 2019.
Paulo Veiga disse, em tom irónico, compreender que por “razão de língua” os deputados que afirmam que o referido barco não é novo, “podem não entender o certificado”, em versão inglesa.
“Ninguém pode questionar se este barco é novo ou não, tendo documentos a comprovar isto”, afirmou o governante, acrescentando que os parlamentares estão na posse de documentos relativos à construção do referido barco, porque, disse, ele próprio os entregou ao parlamento.
O ministro da Economia Marítima fez essas considerações na sequência de uma interpelação ao Governo sobre os transportes em Cabo Verde, assunto agendado a pedido do grupo parlamentar Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição).
Dirigindo-se em particular aos deputados do PAICV, desafiou-os a consultarem o site da empresa construtora do Chiquinho BL, da Coreia do Sul, a fim de aferirem o “orgulho deles em relação a este navio”.
“A função do Governo é garantir um serviço de qualidade, com previsibilidade e segurança acima de tudo”, indicou Paulo Veiga, acrescentando que não se vai permitir que navegue nas águas cabo-verdianas navios que não forneçam segurança.
Segundo ele, por causa do celeuma levantado à volta do navio Chiquinho BL, o Governo já mandou vir a Cabo Verde uma “maiores classificadoras mundiais” para apoiar o Instituto Marítimo Portuário na certificação e inspecção da referida embarcação.
Segundo Paulo Veiga, por se tratar de um navio com uma “arquitectura e engenheira nova” é normal que os “armadores e os inspectores ainda não dominem este dossiê”.
Também em jeito de ironia, o PAICV afirmou que se adquire um “navio adaptado ao mar de Cabo Verde” e vem “directamente para a doca” para ser adaptado à realidade nacional.
“É anunciada aquisição por compra de navios que até ainda não foram adquiridos e a maioria vem nos dizer que aluguer e compra são a mesma coisa, um sinónimo de outro”, enfatizou o líder da bancada parlamentar do PAICV, Rui Semedo.
Por sua vez, os deputados do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD, poder) entendem que “sucesso” da governação tem causado “transtornos” à oposição.
Para os eleitos do MpD, o legado deixado pelo Governo do PAICV nos transportes marítimos inter-ilhas é de uma “nação destroçada com os trágicos acidentes traduzidos em perdas de vidas humanas e avultados prejuízos materiais”.
“A palavra ‘caos’ é a mais adequada para retratar a situação dos transportes em Cabo Verde, quando o PAICV deixou a governação do país em Abril de 2016”, concluíram os deputados do MpD.
Por: Inforpress






