Um navio-cruzeiro transportando 957 pessoas foi rejeitado de fazer turismo em Maputo, no dia 10 deste mês, por negligência dos funcionários do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), os quais já se encontram sob processo disciplinar.
Trata-se de uma embarcação turística denominada Marshal Island, que atracou no Porto de Maputo, no passado domingo, com pouco mais de 900 viajantes de várias nacionalidades. Os passageiros pretendiam escalar Maputo por algumas horas, para depois seguirem a Durban, na África do Sul.
Segundo a porta-voz do SENAMI, Cira Fernandes, a intenção dos viajantes foi abortada pelos seus colegas escalados para passar vistos de fronteira no Porto de Maputo por mau atendimento. A Migração diz ter recebido, de surpresa, a informação referente à rejeição dos turistas, que só foi possível após a embarcação rumar de regresso a Durban.
«Recebemos com insatisfação a notícia dando conta do regresso do cruzeiro que foi rejeitado no Porto de Maputo pelos nossos colegas escalados para atender e conceder vistos de fronteira aos viajantes. Tomámos conhecimento de que a embarcação atracou no Porto por volta das 10.40 horas e, passadas três horas sem atendimento, viu-se obrigada a retomar a viagem», esclareceu Cira Fernandes.
Segundo ela, tal como acontece nos aeroportos com a aterragem dos aviões, também nos portos a comunicação é da mesma forma. «A passagem deste cruzeiro era do conhecimento das autoridades, daí que foi escalada uma equipa de técnicos para atender e conceder vistos aos viajantes», disse.
A porta-voz da Migração afirma que os seus colegas agiram de má-fé, pelo que serão responsabilizados por esta atitude que fez com que o país perdesse cerca de 30 mil dólares pela emissão dos vistos de fronteira.
Das 957 pessoas que seguiam a bordo do cruzeiro, 393 eram tripulantes, sendo que os turistas repartiam-se em 341 americanos, 131 canadianos, 18 alemães, 14 australianos e 11 britânicos.
Por: A Bola





