Na quinta-feira do dia 12 de Setembro, Cabo Verde e o Mundo ficaram abalados e incrédulos com a noticia de que a selecção cabo-verdiana não iria aos Play-off por uso irregular de um jogador. Passado um mês e depois do ‘recurso’ ter sido negado ninguém assumiu a culpa do tal erro.
Mas quem terá tramado Cabo Verde? Quem não informou ao Lúcio que Fernando Varela não podia jogar? Será que há dinheiro envolvido na ‘jogada’? Será que interesses pessoais estão a frente da alegria dos jogadores e da equipa técnica?
Durante todo esse tempo, do dia 12 ate o dia de hoje, começaram a aparecer culpados da tal ‘tragédia crioula’, pessoas apontado dedos uns aos outros, pessoas dando informações sigilozas e graças a tudo isso chegou-se a determinadas conclusões.

Inicio de tudo
Na quinta-feira, dia 12 de Setembro, a noticia de ficar fora dos Play-Off chegou pela manha e logo na procura de culpados chegou-se a conclusão que o erro veio do lado de Cabo Verde e não da FIFA como se estava a dizer.
Não é preciso ser jurista para se chegar a tais conclusões:
- No dia 24 de Março Cabo Verde foi jogar na Guine Equatorial e o jogador Fernando Varela foi expulso no minuto 87 do jogo por palavras dirigidas ao arbitro;
- Por tal conduta o jogador foi suspenso por quatro jogos (art. 49º Cod. Disciplinar FIFA);
- Ainda nesse jogo a Guine Equatorial utilizou o jogador Emilio Nsue de forma irregular, Cabo Verde protestou e assim ganhou 3 pontos (de recordar que Cabo Verde perdeu em campo por 4-3). A FIFA aplicou o art. 31º “Forfeit” e o art. 55º “Ineligibility” do Conselho Disciplinar;
- Mas se o jogo foi anulado porque o cartão vermelho do Varela não foi anulado também? Porque o jogador foi expulso por “comportamento antidesportivo”e assim foi castigado com quatro jogos de suspensão pela FIFA. Diz o n.º4 do art. 18º CDFIFA: “Uma expulsão determina automaticamente a suspensão para o jogo seguinte, mesmo que tenha sido aplicada num jogo que depois venha a ser abandonado, anulado e/ou dado por perdido. A Comissão Disciplinar pode estender a duração da suspensão.” De referir que o jogo não foi anulado mas sim “forfeited” ou seja apenas o resultado foi alterado porque se tivesse sido anulado iria-se jogar outra vez.
- Sendo assim o jogador, depois do jogo com a Guiné Equatorial, cumpriu dois jogos de castigo (no mês de Junho na Várzea) e o jogo com a Tunísia, dia 7 de Setembro, seria o terceiro jogo de castigo para o atleta em que este não podia jogar.
Prováveis culpados
No mesmo dia o jornalista português João Diogo em uma entrevista da a sua opinião sobre o caso e afirma que Cabo Verde tem razão e que devia protestar.
O problema (ou não) é que este jornalista é pai do João Diogo Manteigas que é advogado da FCF. Pai e filho são acusados de ter acesso a reuniões importantes dentro da federação e ainda o João Diogo ‘pai’ sobre esta entrevista diz-se que esta a acobertar o ‘erro’ do filho. E o que se sabe é sobre o Joao Diogo Manteigas é que ele entrou nesta historia depois do dia 12 de Setembro para ajudar no caso.
Mas as coisas não ficam por aqui por o advogado Álvaro Soares da Cruz, de São Vicente, também era o principal suspeito pois teria sido ele que confirmou que Fernando Varela podia jogar contra a Tunísia. Mas esta parte veio a ser desmentida porque o Doutor Álvaro Soares da Cruz se não soubesse que Varela estava castigado por quatro jogos a FCF não teria (e não foi) consultado um advogado para ver se o Varela estava ou não castigado por quatro jogos.
“O Presidente Mário Semedo não fica isento de culpas porque foi avisado para consultar alguém mais experiente mas recusou-se.” A verdade aqui é que Mário, segundo fonte segura, não poderia consultar qualquer jurista pois ele não sabia, nem ele nem ‘ninguém’ dentro da FCF.
A FIFA foi acusada de nao ter avisado a FCF mas a verdade é que ela informou que o jogador estava suspenso por quatro jogos e que não podia jogar frente a Tunísia.
Programa ‘Quarta a Noite’ falando sobre o caso.
Informação extra
Nesta quinta-feira, dia 10 de Outubro, o Jornal A Nação publicou que afinal o erro aconteceu na secretaria da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF). “Antes do jogo contra a Tunísia, a FIFA comunicou à FCF que o castigo de quatro jogos ao defesa Fernando Varela mantinha-se, pelo que não deveria jogar a última partida da fase de grupo. Mas o documento foi arquivado sem que o presidente da FCF, Mário Semedo, nem o seleccionador Lúcio Antunes tomassem conhecimento do assunto.” escreveu o jornal.
Conclusão
Durante quase um mês algumas pessoas deram falsas informações, deram informações certas, acusaram outros, informaram culpados, enfim tudo para que o verdadeiro culpado aparecesse. O problema é que o culpado ainda não deu as caras para assumir o erro gravíssimo.
A FIFA nunca avisou que o castigo se mantinha e sim enviou apenas um documento via DHL em Maio, e desde aí nunca mais enviou mas nada a federação sobre o castigo de Varela. Sendo que o papel foi enviado pela FIFA, tal papel chegou na secretaria da FCF e foi guardado (arquivado) sem que ninguém mais o visse senão a pessoa que o guardou. Como foi guardado ninguém mais soube por quantos jogos foi suspenso e ele, o Varela, não foi convocado para os jogos em Junho porque como foi expulso durante o jogo logo não o convocaram para o próximo jogo porque segundo as leis da FIFA quando um jogador vai para a rua automaticamente fica de fora do próximo jogo.
Visto que o erro partiu da secretaria e quem é o secretario-geral da FCF é Adilson Gonçalves pode-se chegar a conclusão de que este Adilson é o culpado de Cabo Verde ter ficado de fora dos Play-off da fase de qualificação para o Mundial de 2014 no Brasil.
A Federação Cabo-verdiana de futebol não entregou o recurso ainda, uma fonte chamou para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) e eles confirmaram que nenhum recurso da FCF entrou ali. Eles tem 21 dias para o fazerem a ainda não o fizeram mas pelo andar da carruagem parece difícil ou mesmo impossível vencer tal recurso visto que o erro partiu do Adilson Gonçalves que trabalha na FCF, logo pela FIFA, o erro é da FCF.
Perguntas sem respostas
A FIFA devia ter notificado a FCF de tres maneiras, por Fax, através do serviço da DHL e por E-mail mas apenas o fez pela DHL. Como é possivel que dentro da FCF apenas uma pessoa tenha visto tal documento?
Será que a culpa é toda do Adilson Gonçalves? Mas ninguém esta envolvido nisto?
O Adilson Gonçalves fez tudo isso de graça?
Porque a FCF veio a público dizer que tinha consultado o jurista português e ele tinha dado luz verde?
Porque o secretario, o Adilson, não informou ninguém de que Varela não podia jogar contra a Tunísia?
E agora?
Força Cabo Verde porque o CAN 2015 está a porta.






