A liquidação da TACV custaria ao Estado de Cabo Verde cerca de 60 milhões de euros, conforme estimativas apresentadas ontem, segunda-feira, pelo ministro das Finanças, Olavo Correia, em sede da Comissão Especializada de Finanças e Orçamento.
Olavo Correia, que foi ouvido sobre a gestão da TACV, falou da “situação difícil” em que o actual Governo encontrou a Transportadora Aérea Cabo-verdiana e das pressões várias que recebeu dos parceiros externos para liquidar a empresa.
Entretanto, adiantou que, por opção própria, o Governo decidiu não liquidar a empresa e avançar com o processo de reestruturação e privatização.
“Os custos da liquidação eram muito altos. Mais de 60 milhões de euros e decidimos assumir os custos desse processo e ir para um quadro de reestruturação e privatização”, disse, adiantando que o governo está ciente de que o processo de privatização é uma operação de “alto risco”.
Olavo Correia adiantou que, depois de assinar o contrato de gestão com a Loftleider Icelandic, do grupo Icelandair, deu-se inicio à avaliação da empresa, num processo que deverá estar concluído no inicio do próximo ano, para se iniciar com a reestruturação e privatização.
“Já tínhamos uma avaliação do Governo anterior, mas o quadro alterou-se e essa avaliação tinha de ser actualizada e com avaliação teremos dados para iniciar as negociações, quer com o parceiros estratégicos (Icelandair) quer com os demais investidores que estão interessados”, explicou.
O ministro das Finanças adiantou ainda que o executivo já negociou com o Afreximbank, que demonstrou interesse em financiar essa operação.
No que se refere às indemnizações dos trabalhadores afirmou que o país já tem recursos suficientes para fechar esse processo. Para já, indicou que já está aberto o período para aqueles que estejam interessados na reforma antecipada possam manifestar-se.
A partir do momento em que a empresa estiver reestruturada, o Governo não vai meter mais dinheiro na empresa e para assumir a dívida da TACV foi criada a empresa NEWCO, que vai garantir o pagamento dessa dívida por contrapartida dos activos que vão ser alienados com o processo da privatização.
O Governo espera que com a privatização o país possa ter os recursos necessários para balancear os valores existentes em termos de passivo do lado da TACV.
O ministro das Finanças garantiu que o executivo está a trabalhar, tendo em vista uma empresa doméstica que funcione autonomamente, sem intervenção do Estado e uma empresa internacional que funcionará com base num plano de negócios e de forma privada, sem intervenção do Estado em matéria de financiamento.
Por: Inforpress






