Um homem morreu na sexta-feira, na cidade da Praia, vitima de paludismo, tornando-se no primeiro óbito provocado pela doença, que já conta com mais de 200 casos em todo o país, com maior incidência na capital.
A informação foi avançada pelo diretor do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo (PNLP) de Cabo Verde, António Moreira, indicando que se trata do caso de um autóctone, um homem de 40 anos, do bairro do Paiol.
António Moreira disse que o homem não resistiu porque além de apresentar antecedentes de alcoolismo, de depressão, entre outras complicações, demorou muito tempo para chegar ao hospital.
O responsável salientou, porém, que se trata de um caso único, já que o que se tem constatado é que as pessoas têm dirigindo-se às estruturas de saúde ao primeiro sintoma, o que permite diagnosticar a doença mais cedo.
Na quinta-feira, o Governo cabo-verdiano aprovou uma verba de emergência de 58 milhões de escudos (526 mil euros) para reforçar o combate à doença provocada pela picada do mosquito Anopheles fêmea.
O ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, especificou que o valor servirá para contratar mais 45 elementos para a luta antivetorial, aquisição de material, inseticida e mais meios de transporte, sobretudo para a capital do país.
A malária, ou paludismo, ainda sem vacina, é uma doença instável, de transmissão sazonal, cujo maior período vai de Julho a Dezembro, toda a população é vulnerável, mas tem baixo risco de epidemia.
Fonte: Lusa






