Portugal: Clube de futebol multado por ter apenas… um bar

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Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidiu, nesta terça-feira, multar o Farense em 408 euros por causa de uma situação no mínimo insólita e que aconteceu no aquando da receção dos algarvios ao Casa Pia na primeira jornada da I Liga, no Estádio de São Luís, em Faro.

O conjunto do sul do país tinha apenas um bar em funcionamento e com um funcionário no atendimento. A situação verificou-se na bancada central nascente do recinto e afetou os adeptos que estavam presentes nos setores 14, 15, 16, 17 e 18. Uma queixa da PSP levou a esta multa.

“Foi-nos reportado pela comandante da PSP, Joana Bicho, que existia na zona da bancada central nascente apenas um bar. No jogo de hoje não foi suficiente, pois estava muito calor tendo-se formado duas filas grandes que foram coordenadas pela PSP. Resultado disto foi um aglomerado de adeptos numa zona que tem de estar liberta em caso de emergência, como evacuação de pessoas”, lê-se no mapa de castigos do organismo.

“O bar apenas tinha a trabalhar uma pessoa, pelo que devido às condições de elevado calor, a procura por bebidas frescas intensificou-se e não houve capacidade de resposta efetiva por parte da exploração do serviço em referência. No decorrer de tal, houve a necessidade de se criarem pontos de venda de água, situação que o clube organizou sem prestar qualquer informação à Força de Segurança no local. Sendo que apenas nos apercebemos de tal, pela criação discricionária de filas e aglomerados de pessoas no corredor de circulação junto destes setores”, refere o documento.

“Refira-se que para os setores 18, 17, 16, 15 e 14 apenas funcionou um único bar, com uma única pessoa a servir. Sublinhamos da veemente necessidade de mudança deste procedimento, uma vez que não se adequa, de modo algum, à demanda, e a solução tomada em resposta não é minimamente viável do ponto de vista da segurança do evento, uma vez que restringe a circulação na ala que permite a nossa deslocação, a deslocação dos ARD e assistência médica”, termina o relatório.

Por: Noticias ao Minuto