A megaoperação realizada hoje conjuntamente pela PJ e PN, em Achada de Santo António, envolvendo 370 efectivos, suportados por 24 viaturas, resultou na detenção de 39 indivíduos e na apreensão de drogas como cocaína, haxixe e canábis.

Dos 39 detidos nesta diligência, que durou quatro horas, cinco indivíduo (incluindo um do sexo feminino) foram detidos em flagrantes delito e vão ser apresentados ao Ministério Público dentro das próximas 48 horas.

Em conferência de imprensa realizada esta tarde no Comando de Operação da Polícia Nacional /PN), em Achada Grande, o director Central de Investigação Criminal da PJ, Euclides Mascarenhas, revelou que esta megaoperação decorreu nos bairros de Brasil e Achada Cima, onde foram detidos indivíduos acusados da prática de crime de quadrilha.

Dos detidos, 20 são denunciados de crimes de homicídios agravados na sua forma tentada, 50 transgressões de roubo agravado, seis crimes de danos, 10 de ameaças de morte e 30 crimes de armas, identificados de 2014 até a presente data.

Foram ainda apreendidos pequenos objectos como telemóveis, tablets, televisão, de entre outros que se presumem serem de procedência criminosa nesta intervenção conjunta que teve como objectivo primordial deter indivíduos acusados da prática de crimes de natureza patrimonial e contra pessoas.

A equipa conjunta desta diligência, segundo Mascarenhas, foi criada no âmbito de um despacho da Procuradoria-Geral da República, visando combater a criminalidade violenta na cidade da Praia.

Com esta operação, as autoridades policiais queriam ainda passar uma mensagem de tranquilidade à sociedade e um sinal positivo em como os dois órgãos da polícia criminal devem trabalhar de mãos dadas para combater a criminalidade.

Este tipo de acções, garantiu Euclides Mascarenhas, é para continuar, por forma a fazer entender aos prevaricadores de que o crime não compensa, opinião reforçada pelo director adjunto da Direcção Central e Investigação Criminal da Polícia Nacional, Roberto Lima, em como a força policial foi preparada para uma eventual resistência, sem que, entretanto, tivesse ocorrido alguma situação de defesa.

Referiu que esta cooperação entre os dois corpos policiais facilitou muito a operação, com “resultados alcançados francamente positivos”.

Ressaltou que as duas forças têm vindo a trabalhar conjuntamente em várias situações de investigações, pelo que os meios humanos e materiais foram partilhados, com a Polícia Nacional a participar com 14 viaturas e a Polícia Judiciária com 10 veículos.

Por: Inforpress