A presidente da Autoridade Reguladora da Comunicação Social (ARC), Arminda Barros, reiterou ontem, quinta-feira, que há uma “promiscuidade” na RTC, uma vez que há delegados desta empresa a desempenhar esta função ao mesmo que exercem o jornalismo.
“Estamos a trabalhar com a RTC para sanar de vez esta situação”, afirmou a presidente da ARC.
Arminda Barros fez estas considerações na Comissão Especializada do Parlamento para Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos, Segurança e Reforma do Estado (CEACDHSRS), ao ser ouvida ontem sobre o funcionamento dos órgãos de comunicação social.
Na sua perspectiva, a situação dos delegados da Radiotelevisão Cabo-verdiana provoca algum “desconforto”, pelo que é preciso que o conselho de administração crie condições para dispor de um delegado que não exerça o jornalismo.
A administração da RTC, diz Arminda Barros, já entendeu a preocupação da autoridade reguladora, admitindo que pode existir esta “zona sombra” no concernente ao exercício de funções dos seus delegados espalhados por diferentes pontos do país.
A presidente da ARC disse que pediu à administração da maior empresa pública de comunicação social do país que, num “prazo razoável”, resolva a situação.
Segundo ela, os responsáveis da RTC solicitaram o alargamento do prazo para solucionar o problema de delegados que exercem esta função e, simultaneamente, desempenham cargos administrativos.
“Se o estatuto (da RTC) diz que o delegado é representante da empresa, já o jornalista, por força das normas éticas e deontológicas, deveria estar a fazer só o trabalho jornalístico”, concluiu.
Por: Inforpress






