O resultado líquido do Sector Empresarial do Estado (SEE) aumentou em 83,8% no segundo trimestre de 2022 face ao período homólogo, passando dos 1.528 milhões de escudos cabo-verdianos negativos para 247 milhões de escudos negativos.
De acordo com o relatório publicado hoje no ‘site’ do Ministério das Finanças, o SEE, integrado por 33 empresas com participação do Estado de Cabo Verde, acompanhou a tendência positiva dos restantes indicadores, com o desempenho financeiro das empresas a impactar positivamente o nível do risco macro fiscal.
“As empresas do SEE apresentaram dinâmica favorável, tendo uma empresa saído de high risk para moderate risk, outra de very high para moderate risk, e uma de very high risk para high risk. As restantes Empresas do SEE registam manutenção das suas classificações”, refere o relatório.
Conforme o relatório, o resultado líquido de 247.112 milhões de escudos cabo-verdianos corresponde aos resultados de 16 empresas do sector com o desempenho negativo, no valor de 1.467.474 milhões de escudos negativos, bem como de 17 empresas com o resultado líquido positivo de 1.220.363 milhões de escudos, sendo que, três empresas, designadamente AEB, Electra e TACV contribuíram com 82,9% do resultado líquido negativo do período.
Do ponto de vista acumulado, o resultado líquido do SEE até ao segundo trimestre de 2022 situou-se nos 1.157.393 milhões de escudos negativos, um aumento de 59,9% face ao período homólogo.
O relatório assinala, entretanto, que quando se analisa o cumprimento do resultado líquido, face ao valor previsto, no segundo trimestre de 2022, este situou-se no campo negativo, mantendo a tendência do trimestre anterior.
O documento aponta para o aumento do volume de negócios na ordem dos 24,0%, fixando-se nos 11.242 milhões de CVE, representando 21,3% do PIB.
A riqueza criada pelo SEE também registou um aumento considerável de 80%, fixando-se no montante de 3.981 milhões de escudos, e continuando a mesma tendência positiva no resultado operacional, com uma valorização de 194%, correspondendo ao montante de 802 milhões de escudos.
Relativamente às seis maiores empresas do SEE, designadamente ASA, Electra, Emprofac, Enapor, IFH e TACV, os dados mostram que houve o aumento de 31,9% do volume de negócios, totalizando 5.967 milhões de escudos, contribuindo com 53,1% do SEE.
“O resultado operacional e o resultado líquido registam variações positivas de 91,3% e 58,7%, respectivamente. Estas tendências positivas demonstram a retoma da actividade económica e turística iniciada em finais de 2021”, lê-se no documento.
Conforme a mesma fonte, à excepção da Enapor e IFH, as restantes empresas supracitadas registaram crescimento positivo do volume de negócios, destacando o sector dos transportes aéreos, com variações relativas acima dos 100% para a ASA e TACV, com impacto positivo na riqueza gerada em 88,5%.
“No que tange ao activo, as seis maiores empresas do SEE contribuíram com 47,9% e detêm 54,5% do passivo do SEE”, acrescenta a mesma fonte.
Segundo a Unidade de Acompanhamento Empresarial do Estado (UASE), o desempenho das empresas do SEE neste período, face ao período homólogo e ao período anterior, confirmam a recuperação da economia após os impactos das recentes crises, no entanto, ainda afectada pelos efeitos da guerra na Ucrânia, que tem agravado o preço das matérias-primas, energia e de bens de primeira necessidade.
Por: Inforpress





