O ministro da Saúde da África do Sul confirmou que um dos passageiros do cruzeiro está infetado com a estirpe dos Andes, transmissível entre humanos. Número total de casos de hantavírus sobe para oito. Três passageiros evacuados esta quarta-feira de manhã.

De acordo com o Ministro da Saúde da África do Sul, país onde dois dos passageiros foram hospitalizados, “os testes preliminares mostram que se trata, de facto, da variante andina”.

Durante uma comissão parlamentar, o ministro Aaron Motsoaledi acrescentou que “esta é a única variante, entre as 38 conhecidas, que se transmite de uma pessoa para outra”.

Um dos passageiros hospitalizados em Joanesburgo morreu, um segundo permanece internado.

governo suiço informou, entretanto, que um infetado com hantavírus está a ser tratado em Zurique, acrescentando que “não existe qualquer perigo para a população” neste momento.

O homem tinha regressado à Suíça depois de ter estado embarcado no navio de cruzeiro onde foram registados vários casos, acrescentou o governo suíço precisando que o homem e a mulher tinham voltado de uma viagem na América do Sul no final de abril. 
 
De acordo com a OMS, o número total de casos de hantavírus subiu para oito, três dos quais com confirmação laboratorial. Os oito casos incluem as três vítimas mortais.
 
O navio com quase 150 pessoas a bordo permanece imobilizado ao largo de Cabo Verde desde domingo. Durante a manhã desta quarta-feira, foram evacuados três passageiros com sintomas, adiantou ainda a OMS em comunicado do Diretor-geral publicado na rede social X.
 

Três passageiros foram evacuados para tratamento nos Países Baixos para onde vão seguir de avião.

Para esta quarta-feira foi marcada uma reunião de emergência do governo de Espanha. Um encontro convocado pelo primeiro-ministro que junta os diferentes ministérios envolvidos no pedido da OMS a Espanha para receber o navio MV Hondius nas Canárias, da ministra da saúde ao ministro dos transportes. 
 
Uma reunião que tinha sido pedida pelo Governo das Canárias que não quer receber o navio. Fernando Clavijo considera que a decisão do Ministério da Saúde de receber o navio cruzeiro afetado pelo surto de hantavírus “não obedece a nenhuma decisão técnica” e propõe que o cruzeiro regresse ao país de origem.
 
Por: RTP