Um colectivo de jurados absolveu esta sexta-feira o ex jogador de futebol americano, Aaron Hernandez, pelo duplo assassinato, em 2012, de dois cabo-verdianos, nos Estados Unidos da América.

Sobre ele haviam mais de oitenta provas, que incluem testemunhas oculares, gravações de vigilância, o carro usado e até a arma do crime.
Hernandez, ex jogador dos New England Patriots, de 27 anos, foi absolvido no Tribunal Superior de Suffolk, em Boston, sob acusações de matar Daniel de Abreu e Safiro Furtado em um tiroteio ocorrido em 16 de Julho de 2012.
O júri também absolveu-o de intimidação de testemunha já que ele também foi acusado de ter atirado sobre a testemunha, de acusação, Alexander Bradley, na Flórida, em 2013.
Ele foi condenado apenas por uma acusação, a posse ilegal de uma arma de fogo naquela manhã em 2012 e foi imediatamente condenado de quatro a cinco anos de prisão.
Mas, Hernandez não vai sair da cadeia depois de cumprir estes poucos anos, pois ele encontra-se detido, depois de ter sido condenado a prisão perpétua pelo homicídio de Odin Lloyd, que aconteceu um ano depois do crime que vitimou os cabo-verdianos.
Segundo a acusação, Hernandez assassinou Lloyd depois do atleta o ter questionado sobre o seu papel nos assassinatos dos cabo-verdianos.
No dia 16 de julho de 2012, Abreu, de 29 anos, e Furtado, 28, estariam na discoteca Cure Lounge, em Boston, quando Abreu entornou uma bebida sobre Hernandez e não pediu desculpa.
O jogador terá ficado enfurecido e disse a uma testemunha que tinha sido desrespeitado, que tinha esperado por eles no exterior da discoteca, dentro de um carro e às voltas na rua.
Quando o grupo de cinco cabo-verdianos entrou no seu carro, Hernandez ter-se-á aproximado e disparado cinco tiros, matando os dois jovens e ferido um terceiro.
Abreu e Furtado trabalhavam os dois em limpezas e viviam na mesma zona de Massachusetts, estado onde existe uma numerosa comunidade cabo-verdiana.





