A operadora turística TUI registou, nos primeiros nove meses do atual exercício, um prejuízo líquido atribuído de 242,9 milhões de euros, um agravamento homólogo de 16,6%, num contexto marcado pela guerra no Irão.

Segundo informação divulgada hoje, as vendas da TUI recuaram 2,7% nos três primeiros trimestres do exercício de 2026, iniciado em outubro, para cerca de 14.384 milhões de euros.
No entanto, a queda nas vendas é de 1,6% a taxas de câmbio constantes.
O resultado operacional diminuiu no mesmo período para 86,3 milhões de euros, menos 46,3% do que no ano anterior.
A TUI afirmou que o terceiro trimestre foi caracterizado por “um ambiente de mercado exigente”, bem como por “incertezas geopolíticas persistentes, especialmente a guerra no Irão”, a fraqueza económica em mercados importantes da Europa e a moderação do consumo em muitos setores.
Citado em comunicado, o presidente executivo (CEO) da empresa, Sebastian Ebel afirmou que “2026 não é um ano normal. A TUI manteve-se firme num ambiente de mercado difícil”.
O volume de negócios no terceiro trimestre fiscal diminuiu 6% relativamente ao ano anterior.
No período compreendido entre abril e junho, a TUI registou um lucro líquido atribuído de 82,5 milhões de euros, 54,9% inferior ao do ano anterior.
Além disso, alcançou um lucro operacional de quase 219 milhões de euros no terceiro trimestre, uma queda de 34,7% face ao mesmo período do exercício anterior.
A TUI prevê um resultado operacional antes de itens extraordinários entre 1.100 e 1.400 milhões de euros neste exercício, que termina no final de outubro (1.400 milhões de euros em 2025), desde que as tensões geopolíticas não se agravem e o abastecimento de combustível esteja garantido.
Por: Lusa




