O presidente da República, José Maria Neves, disse hoje que havendo cabo-verdianos nas zonas de conflito entre Rússia e Ucrânia, Cabo Verde irá fazer todos os esforços para que cheguem ao arquipélago em segurança.

José Maria Neves fez esta declaração à imprensa, instado sobre o bombardeamento da Rússia no território da Ucrânia, explicando que não há visivelmente uma comunidade e nem se sabe se há cabo-verdianos neste momento nas zonas de conflito.

Entretanto, assegurou que, havendo, “Cabo Verde irá com certeza fazer todos os esforços para que, se a situação se agravar, esses cabo-verdianos possam chegar a Cabo Verde em segurança”.

Para o Chefe de Estado, em pleno século XXI nenhuma guerra faz sentido, pelo que, acrescentou, é preciso ainda trabalhar para, “como sempre Cabo Verde defendeu”, respeitar a soberania dos estados, a integridade dos territórios, mas também o direito internacional, designadamente a carta das Nações Unidas.

“Espero que ainda seja possível que através de esforços diplomáticos consigamos resolver esta situação de conflito e evitar a guerra que teria consequências incalculáveis para a humanidade, que já foi devastada por essa pandemia”, assinalou.

Por outro lado, afirmou que uma guerra neste momento traria muito mais empobrecimento, mais desigualdades, mais exclusão social, mais regressão da democracia e imensas dificuldades para que o mundo possa recuperar-se.

Conforme informações publicadas na Agência Lusa, o exército russo confirmou hoje o início do bombardeamento de território da Ucrânia, mas garantiu que os ataques têm apenas como alvo as bases aéreas ucranianas e outras áreas militares, não zonas povoadas.

Num comunicado citado pela agência noticiosa estatal russa TASS, o ministério russo da Defesa disse que está a usar “armas de alta precisão” para inutilizar a “infra-estrutura militar, instalações de defesa aérea, aeródromos militares e aviação das Forças Armadas da Ucrânia”.

A Ucrânia relata pelo menos oito mortes e mais de uma dezena de feridos nas primeiras horas da invasão russa ao país, segundo o assessor do Ministério do Interior, Anton Gueraschenko.

O presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, anunciou hoje o início de uma operação militar no leste da Ucrânia, alegando que se destina a proteger civis da etnia russa nas repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk, que reconheceu como independentes na segunda-feira.

Por: Inforpress