O primeiro-ministro disse que espera que até ao final do ano os transportes aéreos estejam estabilizados em Cabo Verde com uma nova empresa de capitais públicos e com mais aviões para fazer a conectividade entre as ilhas.

Ulisses Correia e Silva manifestou este desiderato no balanço dos três anos do VIII Governo Constitucional, que aconteceu na cidade do Mindelo.

Segundo o chefe do Governo medidas assertivas estão sendo tomadas para resolver de vez o problema dos transportes aéreos interilhas e advogou que o importante é garantir o transporte e sem rupturas.

“Se hoje temos uma companhia aérea e amanhã temos outra, o importante é que haja continuidade e crescimento. Adoptamos afora uma solução que pensamos ser mais estruturante, durável e sustentável, de criar uma empresa aérea de capitais públicos que vai fazer a transição entre aquilo que a TACV está a fazer, com a solução próxima e com mais aparelhos”, assegurou acrescentando que a TACV terá aviões da sua propriedade e com tripulação nacional.

Ulisses Correia e Silva anunciou que vai haver um aumento de aparelhos e está-se a estudar a possibilidade de introdução de um mais ajustado às ilhas com pequeno fluxo casos do Maio e de São Nicolau.

Conforme o chefe do Governo, chegou o momento de fazer com que o Estado assuma os transportes, mas numa perspectiva de não fechar as portas a eventuais privados que queiram operar.

“Chegamos não só à conclusão, mas também à verificação das condições de que teremos que fazer esta transição. A TACV assumiu temporariamente as operações de transportes interilhas e nós vamos criar uma empresa de capitais públicos 100% cabo-verdianos para gerir o sector. Depois ao abrigo da obrigação de serviço público devidamente compensado”, informou.

Sobre os transportes marítimos, Ulisses Correia e Silva avançou que o Governo optou por um sistema de concessão do serviço público, pelo que foi lançado um concurso internacional tendo a actual concessionária vencido este concurso.

No entanto reconheceu que ainda há falhas no sector em termos de resposta pelo que se está no processo de “aquisição de mais embarcações para elevar o nível da capacidade de oferta e maior regularidade”.

Por: Inforpress